Já com relação ao Parque Nacional, houve uma mistura de sentimentos. Tanto de prazer, por estarem em um local agradável, com córregos, trilhas, animais, por se reconhecerem habitantes do Cerrado: “gostei do lago e das trilhas”, “gostei das árvores, dos peixes, etc”, “eu acho que tem a ver (com a Estrutural) as árvores, o cerrado… eu acho que tudo isso tem a ver…”; como o sentimento de revolta, por terem destruído parte dele para a construção de prédios e por correlacionarem os moradores da Estrutural com a devastação do Parque: “não é culpa dos moradores da Estrutural o Parque está ficando contaminado”, “muita gente destruiu um pouco do Cerrado pra construir prédios”, “eles ficam derrubando árvores pra construir prédios e ficam reclamando do lixão e dos urubus”, “da história do lixão, porque eles ficam falando mal mas o lixão é um sustento para um monte de pessoas”, “tem a ver que o Parque Nacional acha que o lixão não presta pra nada, é o lixão é aonde o povo trabalha para se sustentar e sustentar os filhos para eles não ficarem com fome, para eles terem onde morar”.
Oficina de midiativismo, agora!
Estamos hoje na oficina de midiativismo no Inesc! Todos estão muito animados com a novidade e os grupos foram divididos em computadores e tablets que serão revesados! Todos fizeram contribuições para o blog, iremos somar todas aqui!
achano muito bom”
oi,meu nome é Larissa,hoje estou aprendendo como mexer em tabletes e computadores e aprendendo também sobre como fazer email e como fazer facebook etc.”
“aprendizado
estou acompanhado com o passoal do COLETIVO DA CIDADE e com amigos(a) que estão ajudando como usar novas
TECNOLOGIAS com computadores e tablets.Bom eu já sei mexer como isto mais uma ajuda aqui e ali aprender outras coisa já muda muita coisa”
“Colaborador
Oi eu sou Dy, dy luta rsrsrsrsrs.Falando serio agora,sou educadora no Coletivo da cidade,na cidade Estrutural.Onda acontece o Oca um projeto voltado para adolescentes que busca oportunizar a voz desses adolescentes na discussão de direito a cidade.”
“colaborador
meu nome é gutemberg eu acho que o projeto oca é legal inesc agente está aprendendo a postar imagens,videos.”
“coletivo da cidade
eu sou a Talita tenho 12 anos e eu achei muito legal esse projeto por que eles ensina muita coisa da nossa cidadee eu gostei muito hoje eu vim ver e gostei muito desse projeto”
“eai galerinha está muito divertido!!! <3″
“colaborador emerson
meu nome é Emerson tenho 14 anos estudo no cef 04 do guará e hoje eu to achando muito legal estar aqui no projeto oca aprendendo muitas coisa legais com os meus colegas “
“produtor:Isaac Lima
idade:15 anos – estudante do ensino fundamental
Eu acho do projeto OCA um desenvolvimento melhor pra todos q fazem e pra quem também trabalha aqui ajudando como voluntario por que eles tao abrindo portas pra outras pessoas se desenvolver melhor através disso. Hoje no projeto OCA tamos fazendo trabalho com computadores trabalhando com redes social e com blogs, já nos tabletes tamos trabalhando imagens filmagens e aplicativos diferenciais q ira facilitar bem o uso pra quem não sabe mais hoje e só uma das varias atividade q temos aqui no projeto porque antes disso já tivemos vários passeios pena q não pudi ir em todos mais no q eu fui tive uma visão diferente da cidade aonde fomos q foi na estrutural, bom foi aonde eu moro mais tivemos conhecimento de coisas q eu não sabia ainda da minha própria cidade e ate curiosidade sobre o lixão da estrutural q eu nunca tinha ido e foi uma experiencia muito massa e ta foi o que eu pudi falar por hoje “
“meu nome é harly gonçalves sousa,tenho 14 anos,sou estudante,estou na 8ª série,moro na estrutural e eu acho que o projeto oca e muito legal os passeios que nós já participamos foram muitos legais aprendemos muito fizemos varias atividades no coletivo da cidade sobre os passeios,hoje estamos aqui no inesc fazendo umas postagens legais…”
O Onda,o Coletivo da Cidade e o projeto OCA
estamos aqui no INESC aprendendo e compartilhando um monte de saberes e conhecimentos diferentes!
Tá sendo muito massa doido, fera demais, TOP da balada!”
“Colaborador
Eu sou israel Alves e estou gostando muito do projeto oca,e bem criativo e ajuda muito a sociedade.
sou morador da estrutural e faço parte do projeto,e estou aqui nesse momento eu vou postar muitas coisas,
e noticias da estrutural e do projeto….”
Oficina de mídia e ativismo
No próximo sábado, dia 16 de agosto, faremos no Inesc uma oficina de mídia e ativismo com xs adolescentes do Coletivo da Cidade, onde eles aprenderão a fazer postagens em algumas mídias sociais como neste blog, na página do projeto no Facebook, subir vídeos no nosso canal do Youtube, dentre outros, para que eles sejam protagonistas dessa história de falar para o mundo sobre a sua comunidade e seus anseios…
A ideia do observatório é que com o passar do tempo ele seja tocado por esses adolescentes, para que mostrem os seus próprios olhares sobre suas realidades.
Serviço:
O que: oficina de mídia e ativismo
Onde: INESC, SCS Qd 01, Ed. Márcia
Quando: sábado dia 16/08/2014 às 10h
Encontro da equipe!
No dia 09 de agosto a equipe do OCA esteve reunida para discutir os próximos passos do projeto e finalizar os detalhes dos jogos em direito à cidade e orçamento!
Além disso refletimos da importância de se atuar em Rede, e quais contribuições as instituições envolvidas dão umas às outras e como isso é essencial para o projeto acontecer… também concluímos que o projeto é capaz de concretizar os objetivos de cada instituição e daí a importância dele para todos nós. Essa união e o projeto se retroalimentam de uma forma ímpar!
Foi um encontro muito gostoso, como sempre é quando nos reunimos…
Até a próxima!
Continuação das reflexões
Os adolescentes também se sensibilizaram bastante pelas histórias de luta das outras cidades, reconhecendo a história da própria cidade… com relação à Ceilândia, eles disseram: “a Ceilândia foi muito difícil de construir porque eles só queriam construir o Brasil com os ricos morando, porque eles diziam que país rico é país sem pobreza”, “eles botaram os pobres pra sair da Esplanada porque são pobres”, “eu não achei bom a atitude do governador com os pobres”, “que quando os ricos chegaram em Brasília os pobres que não tinham dinheiro para voltar para suas cidades tiveram que ir para a Ceilândia”, “Antigamente na Ceilândia não tinha água nem luz, depois de tempos de luta o governador mandou uma caixa d’água e o povo tinha que se virar com a água”… Já sobre a Vila Planalto: “lembra muito a história da cidade, as pessoas que lutaram pela moradia”, “não queriam deixar os pobres morarem lá”, “as histórias são bem parecidas”, “a história parece um pouco por causa da resistência das pessoas e das pessoas da Estrutural”.
(Continua…)
Reflexões sobre as missões…
Uma coisa que chamou muito a atenção de todos sempre foram os espaços públicos, de lazer e entretenimento… “gostei da Praça do Cidadão” “do Skate parque para praticar skate”, “da praça do cidadão que tem Wifi grátis, aqui não tem” “do (projeto) Jovem de Expressão”, “dos grafittis (na praça)”, “das oficinas de dança” (referentes à Ceilândia) “de ver as praças”, “das praças de encontro”, “do parque arrumado e bonito” (referentes à Vila Planalto) “parquinho”, “a cada quadra uma área de lazer” (referentes à Asa Sul)…

Também sempre demonstram seu apreço pelas áreas verdes “eu gostei das variedades de plantas”, “da variedade de árvores”, contrastando com a realidade local. Quando lhes foi perguntado “o que tem lá que não tem aqui?”, com relação à visita para a Asa Sul, a maioria respondeu “árvores lindas”, “horta comunitária”, “plantas”, “áreas verdes”, “plantinhas”… seguidos de respostas com relação à existência de duas escolas dentro de uma só quadra residencial e da tranquilidade do local: “escolas próximas de suas casas”, “escolas perto dos prédios”, “respeito”, “tranquilidade”, “harmonia”. Já para a pergunta inversa “o que tem aqui que não tem lá?” a maioria das repostas teve relação com violência “violência”, “guerra entre gangues”, “brigas”, seguidas por “lama”, “poeira”, “lixo pelas ruas” e “escolas longe e sem qualidade”. Uma percepção interessante foi a de que, apesar de todos esses recursos, eles não viram ninguém nas ruas da Asa Sul, enquanto na Estrutural não há tanta presença do Estado mas as ruas estão cheias de gente: “aqui tem gente”, “tem mais movimento”.
Nos próximos posts continuaremos com as nossas reflexões…
Como você vê a Estrutural daqui a 5 anos?
Antes de começarmos a discutir sobre as regiões visitadas, afinamos o olhar e fizemos uma reflexão interna, sobre a cidade habitada, a cidade Estrutural.
A provocação foi “como você vê a Estrutural daqui a 5 anos?”
E as respostas foram as mais variadas… desde “com mais espaços culturais”, “mais parques para as crianças”, “será uma comunidade”, “todo mundo se divertindo em paz, sem briga, todos amigos”, “com um hospital”, “sem criminalidade”, “Santa Luzia asfaltada, pavimentada e com encanamento”, “não sofreremos mais discriminação, pois não seremos mais favelados”, até “não vai mudar nada, porque o governo só se preocupa com cidades importantes. Se algo mudar, vai ser só o asfalto e casas para algumas pessoas, para o governo dizer que fez alguma coisa”.
O resultado sistematizado dessa conversa foi o seguinte:
Em sentido horário, começando pela faixa azul escura no topo à direita da pizza, a legenda para este gráfico fica a seguinte:
12% – Com mais esporte, lazer e cultura
12% – Com mais valores (paz, união, felicidade, respeito, etc)
12% – Com mais hospitais e saúde
12% – Com menos violência, crimes e mortes
12% – Com mais segurança
7% – Com mais escolas
5% – Com mais saneamento e asfalto
5% – Com mais edificações
3% – Sem lixão
3% – Sem pobreza e com maior qualidade de vida
3% – Com mais empregos
3% – Com melhor mobilidade urbana
2% – Uma comunidade destruída, com mortes
2% – Com mais garis
2% Com mais Coletivos (da Cidade)
1% – Com governo justo
1% – Nada vai mudar, exceto asfalto e casas para o governo dizer que fez algo
1% – Mais populosa
1% – Mais cara
1% – Cheia de carros
1% – Mais arborizada
1% – Com mais tecnologias
1% – Sem invasões
A partir desse mergulho no próprio futuro, começamos a pensar nas outras realidades…
Realizamos as missões…
Como já vimos por aqui, entre o dia 28 de abril e 9 de junho, foram realizadas visitas guiadas em algumas Regiões Administrativas do DF que possuem importante significado ao contexto da criação de Brasília, fazendo parte das nossas missões pelo DF! Agora iremos construir o nosso jogo sobre Direito à Cidade! 😉
As regiões visitadas foram: Brasília (Esplanada dos Ministérios, Praça dos Três Poderes e SQS 114 Sul – 28 de abril), Vila Planalto (12 de maio), Ceilândia (26 de maio), Parque Nacional de Brasília (9 de junho) e Cidade Estrutural (23 de junho). Lembrando que o nosso objetivo foi empoderar os adolescentes do Coletivo da Cidade com relação ao tema “Cidade” e “Direito à Cidade”, os conscientizando sobre as mais diferentes formas de criação de cidades, relação das pessoas com os seus direitos e a presença ou ausência do Estado nas diferentes regiões… eles já estão craques!
É importante ressaltar que antes e depois das visitas tivemos momentos com os adolescentes para apresentar a próxima cidade visitada, trazendo vídeos e outras expressões culturais de cada região, e momentos de reflexão do que eles visitaram, ouvindo o que eles absorveram de cada história para a construção desses conceitos de “cidade” e “direito à cidade”, também correlacionando tudo o que vimos com a realidade local, promovendo debates e maiores reflexões.
Vamos sentir um gostinho de como foram essas reflexões no próximo post…






























