Trabalhando a noção de interesse coletivo e prioridades. Fofocas, informações sobre a feira, ônibus novos e novidades sobre lazer na Cidade Estrutural foram algumas das idéias.
Israel, tã-nã-nã! Israel, tã-nã-nã!
Bora?

3,2,1… Gravando!
Logo, logo começa o nosso encontro semanal. O tema da oficina dessa tarde é: entrevista. Vamos preparar uma surpresa para quem mora na Estrutural. Se você também acha que tem muito assunto importante para ser falado e mostrado sobre a cidade, fique ligado! Passa lá no Coletivo da Cidade e traz todo mundo. Daqui a pouco. A partir das 14 horas.
Pergunta – “O que tem na Estrutural?” Resposta – “Na Estrutural só tem ladrão…” FOM! FOM! Resposta errada!
Aconteceu mais uma atividade do “Repórter Oca” o/ A partir da edição do dia do jornal Correio Braziliense, quem apareceu por lá discutiu o que é notícia. A atividade envolveu perguntas como: se a Estrutural tivesse um jornal, como seria o nome? Que notícia você colocaria na capa? O que você gostaria de informar sobre a Estrutural que nunca aparece? A idéia foi explorar um pouco a noção de prioridade e de relevância, tão importantes para compreender e discutir as questões do projeto como um todo. Na pauta, as notícias trazidas pelo grupo – como discriminação na escola (prática comum, segundo as meninas e os meninos, tanto a partir de alunos quanto de professores) e percepções equivocadas sobre como é viver na Estrutural (a cidade é muito mais que o “lixão”). Todo mundo também falou da importância dos boatos e das pequenas notícias como forma de saber o que é importante para as pessoas e o que está “rolando” na cidade.
Olha a gente na TV SUPREN, galera!
Repórter Oca no ar

Hoje aconteceu a primeira oficinado Repórter OCA. A idéia é construir juntos um jeito diferente de observar a Cidade Estrutural e fazer notícia sobre ela. Quem participou, deu a sua versão dos fatos. Rotina na sala de aula, a figura do catador, relacionamento cotidiano com moradores de outras localidades… Tudo isso apareceu durante a atividade. Na foto, a turma está “representando” o que gostaria de ver narrado pela mídia. O Repórter Oca será um dos instrumentos para a realização, na prática, do Observatório da Criança e do Adolescente.
Oficina de Comunicação
E se eu disser para você que os mais tímidos no começo arrasaram na hora de interpretar? O desafio era representar situações do cotidiano que o grupo entendesse como denegação de direitos. Entre os temas que surgiram, discriminação na escola entre os colegas por causa do endereço onde moram, ostentação do poder de consumo entre os professores diante dos alunos pobres e trabalho infantil. Até um júri popular surgiu no enredo. A atividade teve o objetivo de exercitar a noção de notícia relevante para a comunidade. Uma das muitas preparações para entender o conceito de índice. Quais são os índices que devem ser priorizados no Observatório? Como aprender a olhar a cidade e suas prioridades? Celulares, filmadora e máquina fotográfica a postos para registrar tudo. A parede com grafite na sede do Coletivo da Cidade combinou com a proposta da oficina de comunicação.
Não precisa aparecer no Fantástico pra ser repórter por um dia.
Oca na mídia
O grupo de adolescentes da Estrutural participa de oficinas voltadas à formação política:
debate sobre os problemas da cidade e busca de soluções
“…O morador da Estrutural Daniel Souza, 16 anos, viu um universo de interrogações se abrir há três semanas, quando começaram as oficinas do Observatório Criança e Adolescente (OCA). Entre a manhã atarefada dentro de casa e a noite dedicada à Educação de Jovens e Adultos, o estudante passa as tardes na sede do Coletivo da Cidade, onde participa de aulas sobre direitos humanos e políticas públicas. “Aprendi que existem leis, mas muitas delas não são cumpridas aqui na Estrutural. Espero aprender coisas novas e passar isso para as pessoas”, sonha Daniel.
Apesar de existirem há pouco tempo, as reuniões do projeto OCA já reúnem mais de 20 participantes entre 10 e 17 anos. O objetivo é capacitá-los para que eles se tornem pesquisadores dos problemas socioambientais da região administrativa e sejam capazes de sugerir os investimentos prioritários do orçamento participativo do governo do Distrito Federal. “Queremos formar esse jovem para que ele aponte onde investir, porque as ações do GDF não batem com as do orçamento participativo”, explica Cleomar Manhas, 47, assessora política da ONG idealizadora da iniciativa Instituto de Estudos Socioeconômicos (Inesc)…

















